[RESENHA] Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida - Eduardo Spohr


Eduardo Spohr retorna a mitologia dos anjos após 4 anos do lançamento de A Batalha do Apocalipse: da queda do anjos ao crepúsculo do Mundo, dessa vez para nos levar em uma aventura que se passa durante os acontecimento do seu primeiro livro.

Ao contrário do que vemos em A Batalha do apocalipse, aqui o plano de fundo para trama é a guerra civil angelical.
Nessa nova aventura acompanhamos Kaira uma Arconte, uma dos líderes dos exércitos, designados diretamente pelo arcanjos.

Assim como na Resenha de A Batalha do Apocalipse, que você pode ler: aqui , vou deixar a sinopse oficial do livro abaixo, depois a gente fala mais sobre ele.


Sinopse.

Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante.

Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra.

Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.


Devido a situação de Kaira, o Eduardo nos coloca na mesma posição que a personagem principal, então somos apresentados a vários novos detalhes da mitologia angelical e ficamos sabendo mais sobre como a guerra no céu vem acontecendo.

Não há como não comparar esse livro com seu antecessor, apesar da história não envolver o elemento grandioso do Armagedom, ele me pareceu melhor desenvolvido. 

A história é cheia de ação, os personagens são bem construídos e é fácil ter empatia com o grupo dos mocinhos os vilões tem motivações bem fundamentadas, apesar de ter achado o vilão Andril, relativamente fraco, quase automático e Yaga poderia ser melhor aproveitada. 



Um ponto que gostei no primeiro livro é que ele tem passagens aqui no Brasil, o que é mais valorizado nesse segundo livro, que, além de se passar durante mais tempo em território nacional, ainda temos algumas ligações e interações com lendas do folclore brasileiro.

Apesar de concluir um arco, a história deixa ganchos para a próxima aventura dos alados e ainda temos uma história secundária, que são peças de um novo quebra-cabeça.

Aqui somos apresentados a uma figura conhecida como Primeiro Anjo, o Líder dos sentinelas, tais sentinelas são anjos que moravam na Terra e ficaram do lado dos Homens durante as catástrofes antigas. 
As partes contadas aqui são apenas o início de uma história maior e que será desenvolvido e concluído nos próximos livros (Filhos do Éden: Anjos da Morte e Filhos do Éden: Paraíso Perdido)

A história flui bem, é divertida e cheia de ação e o único ponto "atrasa" a trama são as explicações sobre a hierarquia do céu, detalhes sobre castas e características das mesmas além de informações sobre a Guerra civil angelical, mas isso foi uma ferramenta muito boa no geral, serve para ambientar os novos leitores e enriquecer ainda mais o universo criado no livro anterior, fazendo com que leitor não precise ler A Batalha do Apocalipse para entender e curtir esse livro.




Quando li o primeiro, eu não tinha ouvido falar sobre A Jornada do herói, que são alguns passos traçados pelo professor Joseph Campbell e que traçam paralelos entre vários mitos através da história da humanidade.
Muitos escritores e roteiristas se valeram dessa premissa para escreverem suas histórias(um exemplo é George Lucas, que utilizou a estrategia em Star wars episódio IV - Uma Nova esperança), enfim, não vou me alongar nesse ponto, pois quero abordar ele futuramente com mais detalhes.

A questão é que a cada capítulo a saga de Kaira foi me parecendo se encaixar na jornada e ao contrário do que pareça, não é de nenhum jeito forçada. 

Então, esse é mais um livro que recomendo e que tem lugar de destaque na minha estante.


Sobre o Autor:

Eduardo Spohr nasceu em junho de 1976, no Rio de Janeiro. Filho de um piloto de aviões e de uma comissária de bordo, teve a oportunidade de viajar pelo mundo conhecendo culturas e povos diferentes, o que estimulou a sua paixão pela literatura e o seu fascínio pelo estudo da história. Formou-se em comunicação social, mas começou por trabalhar em agências de publicidade antes de enveredar pelo jornalismo. Formou-se pela PUC-Rio em 2001 e especializou-se em conteúdos mediáticos digitais. Trabalhou como repórter no Cadê Notícias, StarMedia e iG, como analista de conteúdos do iBest e depois como editor do portal Click 21.

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