Trilogia Shiva - O Juramento dos Vayuputras | Amish | Editora Nversos



A Trilogia Shiva foi uma aventura que me surpreendeu muito, em primeiro pela sua proposta, transformar uma divindade indiana em uma figura mais real e acessível, Shiva que é considerado o deus da destruição e recriação nessa trilogia começa apenas como um guerreiro e ao longo dos livros chega ao patamar de deus.
O Julgamento dos Vayaputras começa onde O Segredo dos Nagas termina; Então se você ainda não leu, espere um pouco, leia e volte aqui.

Shiva está na cidade secreta dos Nagas e reencontra um velho amigo, que o faz compreender melhor o que é o mal que Shiva precisa derrotar.
Não há como não comparar esse volume com os anteriores, Amish continua entregando um trabalho muito bom, toda história é bem amarrada e não há arcos ou personagens desnecessários.

Amish trabalha muito bem com a gama de personagens que cercam o universo de Shiva e todos são importantes para sua jornada. Shiva, apesar de agora poderoso, ainda luta contra seus demônios e tentar encontrar o caminho da iluminação. Ainda sendo o mesmo guerreiro cético, com seu próprio código moral, procura sempre entender como tudo funciona antes de partir para ação.

Como o conhecimento adquirido com os Vasudevas, sabendo tudo pelo que passam os Nagas e com as revelações de Brahasptu, Shiva entende quem é o verdadeiro mal a combater, ele consegue conhecer o Mahadeva. Então ele precisa colocar em prática tudo que aprendeu ao longo de sua jornada, criar alianças e acordos para concluir sua missão, mesmo que isso tenha seu preço e seu peso.

A ação também tem destaque nesse volume, a sinergia entre Kartik e Ganesha, e chefe da guarda/ princesa são o ponto alto das batalhas.
Shiva além de derrotar o mal, serve de exemplo para todos, se tornando uma lenda, além de ser elevado ao patamar de Deus.


Durante toda saga, nosso protagonista se destacou pela sua humanidade, Amish consegue fazer com que nos conectemos com Shiva. Ele está sempre em dúvida, todo conhecimento que ele vai adquirindo durante sua jornada e todos seus questionamentos sobre seu "poder" e sua "divindade" nos aproximam dele, além de sua personalidade, que cria essa ponte entre o personagem e quem lê. Todo poder que lhe é entregue não faz com que ele se corrompa, seus valores são bem definidos, amigos, família, amor ao próximo. Ser o Neelkanth não mudou seus valores.

O Final da obra é arrebatador, todos os desfechos são emocionantes e cuminam em um ápice realmente épico. Digno de tudo que foi construído nos livros anteriores e que me lembrou muito o acontecido na trilogia O Senhor dos Anéis, talvez por isso que Amish seja reverenciado como o Tolkien Indiano.



                    
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