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Crítica: Deadpool 2

Ryan Reynolds e Julian Dennison em poster de Deadpool 2




Desde que seu primeiro filme chegou aos cinemas Deadpool 2 é aguardado por todo o público geek e seus novos fãs. Não é errado dizer que o filme de 2016 além de um sucesso de bilheteria foi um dos maiores da Fox quando se fala em filmes de super-heróis. À contraponto a este último a sequência se demora em muitos arcos da narrativa, mesmo quando o tagarela reclama deste aspecto em seu próprio filme. E embora seja intencional dificilmente funciona e o problema se repete durante boa parte dele.



No Brasil o filme não é recomendado para menores de 18 anos, então nem acompanhados dos pais os menores poderão assisti-lo nos cinemas, o que não é de se surpreender já que a carnificina continua. Mas não tanto quanto seu predecessor, o filme que estreou hoje sabe o que faz quando o assunto são núcleos narrativos, então conseguimos respirar de uma sequência de ação a outra, mesmo que em alguns momentos reconhecemos o seu arrastar.




Ryan Reynolds em poster do filme.


A história segue linear nos fazendo absorver muito bem parte de que precisamos lembrar do que já vimos e amarrar ao novo enredo de duas horas de duração, tempo esse que decididamente não sentimos passar. O carisma dos personagens, as piadas criativas em sua grande parte autoreferenciais e claro, Ryan Reynolds em seu papel mais icônico nos introduz a uma nova aventura sem nos deixar inquietos no assento do cinema.



Entretanto seria demais considerá-lo talvez melhor que o primeiro por muitas razões, claro. Ainda que a introdução dos novos personagens seja orgânica e nos aclimatemos muito bem à suas funções na história sentimos falta, por exemplo, de uma abordagem maior à personagens importantes como Vanessa e Míssel Adolescente Megassônico. E por falar em X-Men o que vimos na telona é algo revigorante não apenas para os fãs, mas também para o próprio estúdio. É aí que a sopinha de referências esquenta e é lindo de se ver.




X-Force em trailer de Deadpool 2



Sabemos desde os trailers que seria mais do mesmo, que não poderíamos esperar algo diferente do que Deadpool já mostrou ser, no entanto o humor ácido se mostrou mais moderado, dando mais espaço ao desenvolvimento da narrativa. A X-Force é apresentada da melhor maneira para um filme como Deadpool (2016) já mostrou ser: um filme limitado à ação e comédia violenta. E com isso não podemos esperar muito da equipe numa sequência de Deadpool 2.



A obsessão do anti-herói para com os X-Men é pesada, o que não é de se surpreender e isto é abordado da melhor maneira possível e é um dos aspectos mais notáveis.
Tecnicamente o longa é prático e não abre mão do CGI carregado, mas como já é de se esperar não se torna cansativo. A mixagem de som talvez possa incomodar os ouvidos mais sensíveis, as referências aos gêneros musicais não respeitam o alívio dos efeitos sonoros, do filme aos créditos.

Um comentário

Luciana Sousa disse...

Acho que o roteiro deste filme foi muito criativo e foi uma peça clave de êxito de Deadpool 2. Adorei a participação de Josh Brolin, é um ator multifacetado, seu papel de Cable é muito divertido e interessante. O vi também em Homens de Coragem, é muito bom. É interessante ver um filme que está baseado em fatos reais, acho que são as melhores historias, porque não necessita da ficção para fazer uma boa produção. Gostei muito de Homens de Coragem, não conhecia a história e realmente gostei. A história é impactante, sempre falei que a realidade supera a ficção, acho que é um dos melhores filmes drama . Super recomendo. É impossível não se deixar levar pelo ritmo da historia, o elenco fez possível a empatia com os seus personagens em cada uma das situações.